:: Leitura Atual - Fases e Poemas ::

"Fiz o que quis e fiz com paixão. Se a paixão estava errada, paciência. Não fiquei vendo a vida passar, sempre acompanhei o desfile". Mário Lago.
:: Relaxe no Leitura Atual - Fases e Poemas :: Página Inicial | Eliane ::
on-line
[::..Arquivos..::]
[::..Recomendo..::]
:: Adalberto dos Santos.
:: Alessandro E. Braga.
:: Anderson.
:: Angela Lara.
:: Angela Maria.
:: Bené Chaves.
:: Bruno.
:: Clara - Poesia.
:: Clara - Prosa.
:: Conde Petrus.
:: Daniela.
:: Danixinha.
:: Destro.
:: Diego Ramires Bittencourt.
:: Eduardo Barrox.
:: Eliane.
:: Eudes Batista.
:: ela nua é linda.
:: Eliane - Home.
:: Eu de novo!!! - Eliane.
:: Eliene.
:: FMPoesias.
:: Fabiano Calixto.
:: Fabrício Carpinejar.
:: Fernando Ducha.
:: Fernando Girão.
:: Francisco Dantas.
:: Fórum - Poesia.
:: Giovani Filho.
:: Ilidio Soares.
:: Ivo.
:: Jandyra Adami.
:: J@ndyra.
:: JéSSica.
:: Jorge Humberto.
:: Júlio do Amaral.
:: KiKa.
:: Leila.
:: Lela.
:: Leon Lynch.
:: Linaldo Guedes.
:: lis.
:: Luiz Guerra.
:: Manoel Carlos.
:: Mario Cezar.
:: Marrom - Samuel.
:: Mentis.
:: Mestra dos Sonhos.
:: Meus segredos...
:: Maísa - Pupila.
:: Notícias da Minha Terrinha.
:: Magriça.
:: Márcia.
:: Marcos Caiado.
:: Mylla.
:: Nilson.
:: Neysi.
:: O Cavaleiro.
:: Olivino Araújo.
:: Paulo Castro.
:: Pinho.
:: Portunhol Selvagem.
:: Puente De La Amistad.
:: Recanto das Letras.
:: Retalhos d'Alma.
:: Ricardo Almeida.
:: Roberto Cônsoli.
:: Rodrigo de Souza Leão.
:: Rogério Simões.
:: Sady Mac.
:: Sandra.
:: Sala Fernando Pessoa - Wesley.
:: Samanta.
:: Sandro Carriço.
:: Sofia.
:: Sonhos de Poeta.
:: Starsailor.
:: Tânia Carmonario.
:: Texto Vivo.
:: Thielle.
:: Touché.
:: Valéria.
:: Weder.
:: Zeus.
:: Ziney.
[::..Leia, Assine, Descubra..::]
:: Assine!!!
:: Ferool - Eliane.

:: Segunda-feira, Julho 04, 2005 ::


Nunca Mais!

Hoje estou desatando da memória as imagens de amor.
As minhas, as nossas imagens de amor,
porque as coisas são como são:
no momento em que escrevo e no momento em que você lê,
abrimos esses arquivos de imagens geradas a partir do amor, que são
- vamos admiti-lo antes que seja tarde,
- os nossos arquivos prediletos.
Tudo o que realmente nos interessa está arquivado ali.
Na câmara escura das nossas recordações.
Imagens que vamos recolhendo vida afora.
Elas têm nome e uma história para contar, cada uma delas.
E nostalgia.

Nada mais é do que a saudade da emoção vivida,
num determinado momento que passou veloz.
Emoções e emoções e ainda tanta emoção a ser vivida!
Muito além dos indivíduos, além das particularidades.
E todas essas químicas se processando no nosso corpo,
pois há quem diga que amor nada mais é do que uma sensação provocada,
para evitar a loucura da espécie e perpetuar o predador.
Uma ilusão passageira, uma descarga de substâncias certas no sistema.
Lubrificação.
Cuidados com a máquina

Seja lá o que for, andei tomando resoluções práticas para a existência.
Porque nunca mais nesta vida quero ter saudade de beijo.
Nunca mais a nostalgia daquele mundo de línguas
dançando balé no céu das nossas bocas.
Nunca mais!

E juro que nunca mais nesta vida quero tentar entender o amor.
Quero deixar que ele passe por mim, como um pé de vento
que sopra folhas e poeira num arranjo aprumado.
Eu fico ali, no meio do redemoinho, só achando tudo muito bom.
Depois, o amor se vai e a gente continua a tocar a existência.
Assim é que deve ser.

Nunca mais nesta vida quero gente se indo. Já está de bom tamanho.
Coração da gente vai absorvendo os golpes:
que são muitos e de todos os lados, sempre.
Com quase todo mundo é assim.
De repente, as pessoas começam a ir embora, por morte matada e morrida,
por desamor, por tristeza, por ansiedade, por medos diversos,
seu coração vai recebendo as pancadas e uma hora dá vontade de dar um berro,
sair vomitando as mágoas todas que a gente foi engolindo.

Nunca mais gente partindo sem motivo aparente,
sem dar nome aos bois ou uma denúncia vazia.
Nesta vida, nunca mais!

E nunca mais, nesta breve passagem, a palavra não dita, o gesto parado no ar,
dissolvido antes do afago. Nunca mais a dose nossa de orgulho besta,
a solidão das noites perdidas por amor desenganado, o coração parado, à espreita.
Isso, não. Quanto mais o tempo passa, mais a urgência da felicidade ilusória
e da química do bem-estar, essas coisas todas que se operam em nossos íntimos.
Nunca mais.

Nunca mais um dia atirado ao nada,
nunca mais o verbo que não se completa,
todas as palavras que não foram ditas - verdades -, todas elas,
uma após a outra, formando frases, pensamentos, sentimentos,
amor costurando o texto,
que é linha que não refuga de jeito nenhum.

Nunca mais!
O coração se magoando todo o dia,
a gente engolindo sapos e lagartos e se esquecendo
de que é capaz de mudar cada uma das histórias,
reescrever o livro das nossas vidas.
Uma hora mais cedo e a cena teria sido outra ou o que teria acontecido
se você não tivesse ido àquele lugar, àquela noite,
quando o universo conspirava contra nós, ou a nosso favor?
Quem é que vai nos explicar?
Ninguém. Ou alguém.

Miguel Falabella
:: ELIANE ALCÂNTARA Segunda-feira, Julho 04, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Sexta-feira, Junho 10, 2005 ::

:: ELIANE ALCÂNTARA Sexta-feira, Junho 10, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Quinta-feira, Junho 09, 2005 ::

:: ELIANE ALCÂNTARA Quinta-feira, Junho 09, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Sábado, Junho 04, 2005 ::



Prumo.


O labirinto de meus dedos
falam com os outros um caminho
que se fez em prosa o verso de minha mente
e se existe uma rosa em meu peito
esse universo é uno e sacramentado
no abraço que dou de graça
as minhas divinas e silenciosas palavras
_ vultos _.
As coisas que correm seguem para seu rumo
o prumo de meus delírios
_ margaridas em jarras _
mistérios devotos ao sonhar aberto
na coragem de saltar o começo de um hino
em marcha lírica na fronte de um abismo
sentenciadas presenças adormecidas
dentro de um grito que é chamado
nos covis acesos por lampiões infindáveis
da morte desperta pelo alvorecer
de um passo no compasso aberto,
desenho de alguns horizontes
quando me ponho a cismar que a trilha
fez serenata em meu padecer
e ressurgiu em meu semblante.


Eliane Alcântara.

:: ELIANE ALCÂNTARA Sábado, Junho 04, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Terça-feira, Maio 31, 2005 ::



Ok... Vamos lá. Esse texto foi escrito com o meu amigo do manicômio que é habitado por nós. Teve seu início devido ao nick que eu usava no msn e, como sempre deixamos que a 'liberdade' nos guie, criamos nossos próprios caminhos liberando em forma de exercício poético o que nos transborda em pensamentos e ações.
Valeu, Sandro. Beijo grande e que essa total noção que nos segue seja a noção de estarmos sempre prontos a recomeçar o aprendizado de uma viagem ao mais íntimo de nossos pensamentos.

***



"No mais rigoroso inverno, finalmente aprendi que existia em mim um verão inesquecível" .(Albert Camus).
Engraçado como demoramos a nos encontrarmos, mesmo sabendo desde o início que no fim, só nós faremos por nós mesmos quando não restar mais ninguém
"Caminhamos ao encontro do amor e do desejo. Não buscamos lições, nem a amarga filosofia que se exige da grandeza. Além do sol, dos beijos e dos perfumes selvagens, tudo o mais nos parece fútil.
Quando a mim, não procuro estar sozinho nesse lugar. Muitas vezes estive aqui com aqueles que amava, e discernia em seus traços o claro sorriso que neles tomava a face do amor.
Deixo a outros a ordem e a medida. Domina-me por completo a grande libertinagem da natureza e do mar".(Albert Camus).
Insistência é realmente a porta de saída para nossas certezas mais obscuras
Não espero a insistência como caminho. Abro os meus.
Forçar portas cerradas é insistir e se atemo-nos diante de portas abertas é porque queremos esperar mais um pouco pela felicidade exposta.
As portas abertas significam que você foi capaz de ultrapassá-las. Não se chega a próxima sem se atravessar a primeira.
Existem portas que se encontram abertas sem nossa interferência imediata: ou já passamos por elas ou pessoas especiais lembraram de nós pelo caminho.
A recordação justifica o caminho quando sabemos viver até o ponto em que o limite deixou de ser compreendido como tal e nos deixamos livres para alcançarmos o cheiro do presente sendo estimulado pelo futuro.
Por que fala do presente se esconde no frio do seu inverno? Queira dos mares à vontade da areia de ser polida e convertida em anteparo para o espelho infinito do mar sob dias e estrelas.
Queime as florestas com seu passado imutável de carvão e seja ar para, como um comburente, inflamar a quietude de seu futuro.
Falar do presente é assumir o inverno que cabe em cada um de nós quando silenciamos para ver a beleza que esquecida traz o frio. Ao queimar, queimamos para aquecermos a nós próprios ou aos que em nossa caminhada trazem nas mãos o futuro que se assemelha a um jardim florido. Aqueça meus braços e terá minha alma.
Os segredos que se fazem segredos são verdades que alguns não conseguem enxergar quando as vendas são mais escuras que o desejo de compreender o que é a Palavra e o que faz a Palavra.
Viver é a solução para o que se quer!
Sempre é tempo de aprimorar
Não há a 'obrigatória' necessidade de aprimorar. Quem aprimora desperdiça o que sentiu e o que teve coragem para falar. Lapidar sim, aprimorar não. Deixe que a Natureza seja o primor da loucura...


Eliane Alcantara e Sandro Costa.
:: ELIANE ALCÂNTARA Terça-feira, Maio 31, 2005 [+] ::
...
Comentários:


Românticos
(Vander Lee)



Românticos são poucos
Românticos são loucos, desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso.
Românticos são lindos
Românticos são limpos e pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha e sem juízo

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
Romântico é uma espécie em extinção
Romântico é uma espécie em extinção

Românticos são poucos
Românticos são loucos, desvairados
Que querem ser o outro
Que pensam que o outro
É o paraíso.
Românticos são lindos
Românticos são limpos e pirados
Que choram com baladas
Que amam sem vergonha e sem juízo

São tipos populares
Que vivem pelos bares
E mesmo certos vão pedir perdão
E passam a noite em claro
conhecem o gosto raro
De amar sem medo de outra desilusão
Romântico é uma espécie em extinção
Romântico é uma espécie em extinção

Românticos são poucos
Românticos são loucos
Como eu
Românticos são poucos
Românticos são loucos
Como eu
Como nós...

*

Ouça aqui!!!

***

Sem necessidade de explicação para o post...rs*
Amo a loucura...
Beijos,
Eliane Alcântara.


:: ELIANE ALCÂNTARA Terça-feira, Maio 31, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Segunda-feira, Maio 23, 2005 ::




Sim.


"Então disse Maria:

Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.

E o anjo afastou-se dela".

(L. 1-38).

Sim, estarei em seus braços quando amanhecer e iremos nos despir de lágrimas, ou de um tempo em que as vozes perdidas gritaram pelos campos, velozes corcéis, em busca de algum lugar encantado. E nos tocaremos sorridentes com os olhares amarrados de desejos e os corpos virgens em suaves toques. Celebraremos nossas mãos presas umas as outras e nossos lábios serão como as cortinas que se deixam acariciar pela sedução do vento a desvendá-las ao ar.

Pediremos em tom dos amantes a presença única um do outro e a leveza de nosso envolvimento tocará nossas peles e elevará nossas almas. Alcançaremos o princípio de nossa solidão e nos abraçaremos felizes por termos nos encontrado entre tantos caminhos que nos afastaram.

Seremos assim eternos em nosso sentir e desbravaremos os mundos que nos esperam com a garantia da felicidade.

Estarmos em nossos momentos nos dirá a verdade que oculta se transformará em prece ao nosso alcance.

E quando meu riso esconder um pranto sua voz decifrará o meu coração e serei inteiramente sua amada, plena nudez aos seus olhos; pele e alma; espírito leve.

Sorrirei e deitarei sua cabeça em meu colo quando seu corpo cansado e triste pedir um abrigo. Alisarei seus cabelos e perfumaremos os dias com nossa coragem em sermos cúmplices de nossa alegria.

E de tantas letras que nos correm nas mãos inundaremos nosso instante com a sedução dos sentimentos que em águas passadas estão no presente de nossas veias e no cerne de nossos pensamentos alinhados ao sussurro dos montes quando deixam que algo lhes brote gerando assim o silêncio de tantas plantas desconhecidas.

E essas lágrimas que choram os céus lavaram nossos pecados e renasceremos límpidos sabendo o milagre florescendo dentro de nós.

De um dia colheremos os sonhos que nos habitaram e dançaremos nus frente às paredes que nos enclausuraram fora de nossos hábitos e vestes.

Seremos o apoio que precisa a vida e o carinho que cede quando acariciada é a seleção de todos os gozos que podem obter a carne.

Um espaço, que em nós, nos fará a grande obra de amor suspensa na cama de todos os que ardem pelo propósito de ter da paixão uma companheira de viagem, uma amiga ao lado, uma mestra nesses assuntos todos do coração e uma criança de olhos interrogativos.

Sim, eu acordarei em seus braços e beijarei seus olhos em realidade. Tocarei seus ombros e hei de falar de coisas que jamais poderiam ter sonhado àqueles que não se sujeitaram aos abismos e aos infernos celestiais da dor de querer experimentar a divina e humana sensação de êxtase, que é dádiva para todos os que buscam o seguimento dos caminhos em que os espinhos e as pedras são somente obstáculos que pedem compreensão.

Estarei ao seu lado, meu amor, e em minhas orações seu nome eu dignificarei, eternizando-o na tarde de meus sentidos, na noite de minhas dúvidas, nos dias de minhas euforias e tristezas.

Estarei profana aos seus anseios e santa aos seus olhos para que me entre e cada minúsculo passeio seja o mais próximo de nós.

Minha vida será a sua vida e a sua vida será a razão de minha emoção.

Acolherei as madrugadas em meu ventre e serei fecundada por seus passos cheios de significações que palpáveis renderão os mais loucos versos de tesão e aceitação.

Ah, meu amor, estarei em tudo que poderá imaginar e estará cada dia mais nesse meu mundo que entregarei em suas mãos.

"Faça-se em mim segundo a tua palavra". E cumpra-se em mim a promessa que nos renovará. "Eis aqui a serva do Senhor". A mulher, a metade, que em liberdade nasceu do pó e tem expressão em seu corpo, luz da eternidade. Templo ao qual crescem e ganham asas os sonhos todos. É o deus de meu viver. E sim, estarei em seus braços, enlace-me! Haveremos de ser aliança.


Eliane Alcântara.

:: ELIANE ALCÂNTARA Segunda-feira, Maio 23, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Sexta-feira, Maio 20, 2005 ::



Mansidão.


Vai uma voz e vem um sorriso
Dentro desta louca simplicidade
De consumir-me em teu prazer
Até mesmo quando faço um poema.

Solto minhas feras e presas em teu corpo
Esperando que me deites em dança
Na cama de tuas mãos suadas
A averbar a boca de nossas cumplicidades.

Fecho os olhos e te sei inteiro
Pêlos, cheiros, pele, gosto.
Sexo afoito e ereto passeando em mim,
Ainda solto em minhas pernas.

Vendada por escolha e gana
Entrelaço meus dedos em teus cabelos
E escalo-te em beijos úmidos
Buscando o sabor de teus lábios vadios.

Meus seios trêmulos em teu peito
captam o bater de tua tara
e meu coração se entrega ao julgamento
de ser culpada por amar-te loucamente.

És o pecado azul de meus olhos,
A luz de minhas cortinas,
O cair de minha carne em tentação,
A realidade de minhas façanhas.

E bem manhosa enredo-me em ti
Sabendo da lava que vem faceira
Dar-me o prazer supremo que um deus
entorna no cálice de um mortal.

Bebo de teu momento
No qual o meu é eternidade facial
Ruindo no sorvedouro de minha língua,
Para sempre rei - dentro de mim, tua vida.


Eliane Alcântara.

:: ELIANE ALCÂNTARA Sexta-feira, Maio 20, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Quinta-feira, Maio 19, 2005 ::



Suspiros.


Não sei dizer de flores
que caíram as pétalas em espera
ou de tristes pássaros que anoiteceram
em seus cantos profundos.

Não sei dizer do grito sufocado
ou da morte olhando para fora
nas grimpas da tarde esvaindo.

Não sei dizer do vento em sua melodia
que sufocada gira pelos campos
na esperança de alcançar
de tudo que pode o homem, o tempo.

Não sei dizer do amor perdido
cicatrizando ao som de um violino,
ou de notas esquecidas
quando esse amor saiu sem mais promessas.

Não sei dizer de inscrições
que fiz nalgum momento
nem dizê-las menos verídicas
na força de uma canção.

Não sei morrer sem viver
ou viver sem morrer
nas linhas de meus sentidos
quando saltam as grades da jaula.

Não sei conter esse mundo de sonhos
ou mesmo dizê-lo não autêntico.
Não sei dizer algumas coisas,
mas sei amar e isso me diz a vida!


Eliane Alcântara.
:: ELIANE ALCÂNTARA Quinta-feira, Maio 19, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Quarta-feira, Maio 18, 2005 ::



Reclamando-nos.


Vim procurar-te nos riscos
Que desenhastes em meu corpo
Sem nunca me teres tocado
E deitei meus beijos a tua boca desejosa
Desesperada de teu abraço carinhoso.

E ri de nós dois de mãos dadas
Em sonhos tantos presos
em palavras que escondidas
desafiaram o destino de nossos medos
despistados pelas tímidas máscaras traiçoeiras.

Olhaste-me nos silêncios femininos
E descobristes meus segredos
Em anos que eu não deixei escritos.
Baixinho, rompestes meus dias
E nos sorrimos Poesia.

De onde viestes perguntei-me
E calei-te por já saber
Que estivestes em mim quando eu em ti
Gritei a eternidade de teus toques
Dos tempos em que sempre existimos.


Eliane Alcântara.
:: ELIANE ALCÂNTARA Quarta-feira, Maio 18, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Domingo, Maio 15, 2005 ::



Que este amor não me cegue nem me siga


Que este amor não me cegue nem me siga.
E de mim mesma nunca se aperceba.
Que me exclua de estar sendo perseguida
E do tormento
De só por ele me saber estar sendo.
Que o olhar não se perca nas tulipas
Pois formas tão perfeitas de beleza
Vêm do fulgor das trevas.
E o meu Senhor habita o rutilante escuro
De um suposto de heras em alto muro.

Que este amor só me faça descontente
E farta de fadigas. E de fragilidades tantas
Eu me faça pequena. E diminuta e tenra
Como só sabem ser aranhas e formigas.

Que este amor só me veja de partida.


HILDA HILST
:: ELIANE ALCÂNTARA Domingo, Maio 15, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Sábado, Maio 14, 2005 ::



Por um segundo.


O samba emudeceu
Na cor desbotada da foto
Em que levou meus dias
Sem dizer adeus aos seus
Partindo meu coração.
Na casa vazia uma xícara
Em um pires quebrado
Um café adormecido
No pó assentado no fundo.
Nem o perfume deixou
Para afagar o ego
De um vencido sentir
Entregue em beijos loucos.
Partiu sem dizer
Que amava quem ama
A pele no pensamento
Das cordas vocais despidas,
Nuas heranças de nós
Reduzidas a pó.
Não deixou endereço.
Não deixou caminho.
Fechou a porta e saiu.
Ficou aqui o lugar nenhum
Onde dei morada ao passageiro
E hoje murmura a saudade
Que o leva para mais longe
Na foto rasgada do meu adeus
Nessa constante tormenta.


Eliane Alcântara.
:: ELIANE ALCÂNTARA Sábado, Maio 14, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Sexta-feira, Maio 13, 2005 ::



Atrevimento.


De alguns silêncios escorri
Essa vontade de fazer amor,
Calar a voz, gemer sem tino,
Escorregar saciada e faminta
Em tuas mãos a me encontrar.
Beber do que tem teu corpo,
Lamber teu gosto, beijar teu olhar.
Acender em nós o fogo,
... Suar e gozar...
Sentir o teu toque introduzido
Em delírios sustentados
Nos lábios umedecidos,
Pacientes na espera,
Alucinados na entrega.
Fazer do meu canteiro teu canto,
Ninho para teus suspiros,
... Confluência...
Em minhas pernas, retas,
Ereto teu prazer, gotas de sonho,
Provocações a nos fazer transbordar.


Eliane Alcântara.
:: ELIANE ALCÂNTARA Sexta-feira, Maio 13, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Quinta-feira, Maio 12, 2005 ::



Mutação.


Não esperarei mais por chegada,
A porta não estará aberta (se não for destravada),
Dores não mais serão reconhecidas no passado.

Direi adeus com certa alegria,
Sairei olhando para nada,
Enxergando a multiplicidade de dias desenhados.

Seguirei o contorno pela borda,
Onde sempre entorna a esperança,
Recomeçando das linhas imaginárias de lábios reais.

Acharei depois dessa tempestade, um pouco de tudo,
E certamente misturarei desejos e fatos,
Dosando a passagem que é visível.

Alcançarei nuvens para aperfeiçoar a utopia,
Serei um ponto que observará à distância,
Restaurando a racionalidade apenas onde ela paute reconstrução.

Deitarei as cores em pinceladas diversas,
Monumento fictício de minha visão,
Planejando de mim o espaço para o ir.

Não esperarei chegada... Serei partida.


Eliane Alcântara.

:: ELIANE ALCÂNTARA Quinta-feira, Maio 12, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Quarta-feira, Maio 11, 2005 ::



RESPONDENDO O QUESTIONÁRIO SOBRE LEITURA


Sei que andei atrasada com as respostas... Reconheço... Estou tentando voltar aos poucos...

Franciscoooooooooo... Valeu. Adorei a indicação em seu blog para responder a este questionário. Você é demais!!! Claro que fiquei um pouco lisonjeada quando li a sua indicação, mas... Já que sou sua fã eu até esqueço o carinho...rs* Brincadeira! Um beijo e obrigada.
Manoel Carlos, eu estou em dívida, mas sei que serei desculpada, pois andei em dívida com todo mundo e se eu for pagar todas não sobra nem um pensamento... Obrigada pela indicação. Fiquei muito feliz mesmo não podendo ter respondido tão prontamente.
Destro!!! Tenho vontade de pegar você seu louco e torcer o seu nariz!!! Como diz que mantemos um manicômio e não me avisa que anda solicitando minha presença???!!! Quase que eu tropeço e erro o caminho da porta!!! Teriaqueemendartodasasminhasfalasdepoisoueuusariaumaespéciedemuletaparacaminharporumlongotempo.
Tudobemeuseiquevocêéumcaralegal,entãoeuperdôo...!?
Beijos as pessoas lindas de quem recebi o questionário!

***

1. Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?

De todos os livros que já li e que venho lendo penso que eu gostaria de ser o livro da minha vida. E olha que isso é apenas para distrair um pouco. Seria divertido ler minhas crenças, minhas tentativas de acerto, minha corrida em busca do meu eu para alcançar um pouquinho da compreensão que permeia nossos dias; para saber mais um pouco de tudo o que passa tão rápido em minha vida e retorna de uma forma fantástica. Nesse momento gostaria de ter uma visão de mim escrita por um Poeta, pois sinto que um dos caminhos para a compreensão de nós mesmos e do outro está na voz de um Poeta.
Seria uma ótima oportunidade para ler a Vida, a minha... Já que a leio tanto que nunca sei aonde parei.rs*


2. Já alguma vez ficaste apanhadinho (a) por um personagem de ficção?

O autor quando expõe, quando entrega uma personagem quer que ela conquiste o leitor, que desperte nele alguma reação, o que me leva a ficar momentos a acompanhar as personagens e se fosse aqui enumerar todas as personagens que me cativam, eu penso que passaria o dia relendo os livros que já li para poder deixar visível o motivo de minha apreciação em especial por cada uma delas. Mas isto eu já tentei explicar...
Gabriela, de Jorge Amado é uma personagem fortíssima que muito chamou a minha atenção.
Fugindo da ficção... Desculpem!!! Sou alucinada pela personagem Marguerite Gauthier de Alexandre Dumas Filho. Fico rendida toda vez que releio. O bom autor sempre nos deixa 'apanhadinhos' por personagens e isto independente de como o recebe cada um.


3. Qual foi o último livro que compraste?

O último livro que comprei foi a Crônica da Casa Assassinada de Lúcio Cardoso. Geralmente compro meus livros por alguma indicação. Pena que ainda não tive tempo para lê-lo. E comprei também o livro: Viva o Povo Brasileiro de João Ubaldo Ribeiro que aguarda leitura.

4. Que livros estas a ler?

Tenho algo engraçado comigo... Antes eu devorava os livros que recebia como indicações, como trabalhos ou aqueles que de certa forma eu ia tendo acesso. Não os deixava até que terminasse a leitura. Hoje em dia leio pausadamente, e estou sempre a ler mais de um livro. Atualmente estou lendo Contos Reunidos de Rubem Fonseca, e recomendo. Antologia de Antologias (101 poetas brasileiros 'revisitados') / Magali Trindade Gonçalves, Zélia Thomaz de Aquino e Zina Bellodi Silva. Também recebi um livro de poemas de um amigo: Pó - Poemas de Machado Ribeiro. Sem esquecer que 'li' o livro do Poeta Carlos Gildemar Pontes - Os gestos do Amor, e também recomendo, pela sensibilidade do Poeta, pela magia dos versos e pelo fato de que esse livro é um carinho imediato ao leitor.

5. Quais livros (cinco) levarias para uma ilha deserta?

Crônica da Casa Assassinada - Lúcio Cardoso. (Estou em dívida comigo para ler este livro) / O Vermelho e o Negro - Stendhal / Fogo Morto - José Lins do Rego / A coleção 'A Literatura No Brasil' (Direção Afrânio Coutinho, Co-Direção Eduardo de Faria Coutinho) e sinto muito, mas... levaria todos os livros de Poesia que encontrasse pela frente.

6. A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e por quê?

Gostaria que Eduardo Barrox respondesse por ser uma pessoa que admiro muito e que sei que tem várias coisas interessantes para partilhar. http://beatnik.blig.ig.com.br
Esperaaaaa... Também adoraria que Paulo Castro respondesse porque ele tem um pensar genial, mas duvido que o faça... http://literaturacorporal.blogspot.com
E claro... Não poderia esquecer de passar esse questionário para a Lela!!! Uma pessoa encantadora com a qual cada dia venho aprendendo um pouco mais sobre a escrita e o viver! http://colcha.de.retalhos.zip.net
Adiantando já que penso que alguém, possa deixar de responder, passo para o Júlio Amaral, outra pessoa com uma escrita que me instiga. http://rabodearraia.zip.net
Queria passar esse questionário para muita gente, mas já atrevi a acrescentar mais uma pessoa na lista... Então.. Fica para a próxima : )
Beijossssssssssssssssssss!!!

:: ELIANE ALCÂNTARA Quarta-feira, Maio 11, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Quinta-feira, Maio 05, 2005 ::



"As estrelas são suas, se você tiver a mente, as mãos e o coração

para elas".
Ray Bradbury



Tudo o que eu falar em face da pessoa eu conheci ainda será pouco.

Nos caminhos da net encontrei um grande homem.

Para quem, em simplicidade o dom que possui é a missão que realiza.

Através da Arte vejo seus olhos da forma mais bela que há.

Vejo a VIDA e a necessidade de construir o mundo no qual acredita.

Fernando Girão é uma dádiva para os que conhecem-no;

um irmão e amigo para os que escutam-no.

Conhecer seu site é fundamental:

www.fernandogirao.com

Beijos sempre e uma leitura consciente a todos, de um de seus trabalhos!


***


"O dia D"



Será que o povo não tem direito à cultura
Será que por trás da democracia
Se esconde à ditadura do não saber
Até que ponto o poder
Vai exercer o seu domínio
Até que ponto a justiça
Vai continuar parada
E as mentes mais quadradas
Vão continuar mandando?
E o povo até quando
Vai cumprir os seus recados
Ficar de braços cruzados
Sem falar, sem fazer nada?
Que os poucos que ainda restam
Empunhem as suas espadas
E como os antigos templários
Comecem uma cruzada
Que a cultura seja um bem
Que seja de todos nós
Deixem que se abram as nossas bocas
Que possamos dizer como nos sentimos
Que já não somos meninos
Nem "vocês" os nossos pais
E quando o povo finalmente
Entender o que pode fazer
Que pode num breve momento
Mudar o rumo da vida
Que se acautelem os grandes
Que fujam os trapaceiros
Os que nos bebem o sangue
Quem não nos deixa gozar.
Quando esse dia chegar
E se trave uma batalha
Entre o poder e o povo
Seremos nós a vencer
Pois somos muito melhores
E ainda mais numerosos.


FERNANDO GIRÃO


:: ELIANE ALCÂNTARA Quinta-feira, Maio 05, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Quarta-feira, Abril 27, 2005 ::
Arrebatamento.


Entra em silêncio na tempestade,
Secreta fúria do meu íntimo
A rasgar-nos manhã,
Trêmula febre provocante
A escorrer em nossos lábios.
Desvirgina o cavalgar
Das emoções esboçadas de luz
Ao apertar-me a cintura
No encaixe de teu prazer.
Faz-me tua, precisa tormenta,
Na carne viva dos teus gemidos.
Traz a meiguice do amor
E o tesão indomável da paixão
Acometidos nos sedutores desvarios
De mãos enamoradas
A inundar-nos de infinitos gozos
No calor das cores vadias do arco-íris,
Descanso de nossas loucuras.


Eliane Alcântara.

:: ELIANE ALCÂNTARA Quarta-feira, Abril 27, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Terça-feira, Abril 12, 2005 ::
Ando um pouco sumida, eu sei...
Mas por favor... Eu volto. Apenas
ando descansando um pouco.
Beijinhos a todos os que têm
dedicado seu carinho, mesmo com
minha ausência.

Eliane

***






...


Deixa que eu brinque
de morar em seu corpo
e assim alcance o verso
que urra em meu peito
louco para ter espaço
em sussuros que segredo
aos seus ouvidos famintos
de um pouco mais
do calor de minha volúpia
Faz um movimento em vulto
e fico essa mulher frágil,
despudorada, vadia e amante
a aprofundar o mundo
de suas noções.
Brinque com meus dedos
enquanto sinto seus lábios
a molhar meu desejo
e entorno--me inteira
aos seus caprichos.
Finca em mim suas fantasias
quando engulo sua fome
e salivo nossas loucuras
em um tom que sabem os amantes.
Abra-se inteiro a minha boca
e mesclo carinho e tara
em seus poros nus
aos meus apelos por mais .
Não fuja ao que quero,
nem negue o que sente
quando nossos corpos
completamente já sem juízo
endeusam o momento supremo
de nos penetrarmos em explosão.
Rasga-me em gemidos, mordidas,
e deito-me ao seu sexo
sequiosa de que o estar
atinja o ápice do ficar
esquecida em seu prazer
que me escorre pela boca,
olhos, órgãos, alma...
Faz assim...
E fico,
sua,
profundamente sua
nos lençóis que nos chamam.


Eliane Alcântara.
:: ELIANE ALCÂNTARA Terça-feira, Abril 12, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Segunda-feira, Abril 04, 2005 ::
Ontem descobri o blog do Sandro
e fiquei encantada. Seria legal se
visitassem, esse menino é demais!!!
Trouxe de lá um texto que me fascinou
pelo jeito como ele (o autor) fala de uma de
suas grandes paixões...
Espero que gostem... e muito!!!
Beijinhos!

21sonhos.

***






Não poderia de deixar de falar nela...
A companheira que pode mudar
o nosso estado de espírito
com a sua simples essência...
Uma simples letra que nos faz
Pensar...Reviver...Prever...
Uma melodia que nos faz chorar...
Rir...
Enfim...
É a musica como nós a sentimos...
Juntos...
Ou solitários...
Pode estar conosco em todo o lado...
Fazer-nos rir quando queremos...
Chorar quando estamos tristes...
Por vezes abarca as nossas mágoas...
Outras vezes magoa-nos.
Amo te música!


Sandro Carriço.
Forte da Casa, Lisboa, Portugal



:: ELIANE ALCÂNTARA Segunda-feira, Abril 04, 2005 [+] ::
...
Comentários: :: Sábado, Abril 02, 2005 ::



Juras.


Mesmo se eu pudesse escolher
entre os teus beijos longos
ou teus abraços quentes
ainda me faltaria optar
por teu corpo inteiramente meu.
E se em escolha eu pudesse
ficar com todo o teu sentir,
juro-te amado meu,
me faltaria o ar que tu possuis
e o chão que tu pisas
quando pensamentos
inundam-te a alma
e sou uma menina perdida
em interrogações
com o vago olhar
em tuas manias soltas
a alisar meus desejos mais secretos.
Pequena sabedoria
que quer beber-te para existir
em teus lençóis, em tua carne macia,
minha morada, meu abrigo,
meu todo e meu início
a desvirginar minhas faces
em uma única
que é tua!
Ainda que eu escolhesse
nunca ficaria apenas com teu sonhar...
Cabe-me todo teu ser.


Eliane Alcântara.

:: ELIANE ALCÂNTARA Sábado, Abril 02, 2005 [+] ::
...
Comentários: Comments:

This page is powered by Blogger. Isn't yours?